Primeiro de maio, 2007
E. San Martin de Nova York.
Hoje é primeiro de maio e queria registrar na NOVAKLAXON o Canto dos Carregadores de piano de Recife. É do final da década de 30 do século passado. Foi recolhido e registrado em disco de acetato por um folclorista histórico: o escritor Mário de Andrade, que muito admiro e repito (e que foi corrigido por algum motivo antropológico ou antropofágico na própria NOVAKLAXON, mesmo sendo predra angular da Revista KLAXON dos modernistas da modernidade antiga. Ele e outros, com sua competência e independência, criaram as bases culturais para que ainda se auspire ou busque a liberdade de pensamento no Brasil, deixando alguma forma de documentação “do que faz do Brasil, Brasil”.
O importante é que hoje é Dia do Trabalhador, em grande parte do mundo. Quem trabalha é que tem razão, no entender de um malandro carioca “pedra 90” ou quilate poético aos poemas de M.A., Wilson Batista, que acrescentou: “Digo sem medo de errar. O bonde de São Januário, leva mais um operário. Sou eu que vou trabalhar”.
CANÇÃO DOS CARREGADORES DE PIANO DE RECIFE*
Foi batida no pau
Assim não foi
Foi duro p’a ti
Assim não foi
Foi lá nos pé do cachorro
Assim não foi
Foi lá nos “tadinho” dos dedo
Assim não foi
Foi corda queimada
Assim não foi
Foi chumbo derretido
Assim não foi
Tira de lado
Assim não foi
Tira de frente
Assim não foi
Tira de banda
Assim não foi
Foi duro p’a ti
Assim não foi
* Canção de trabalho dos carregadores de piano de Recife, 1938, resgistro de Mário de Andrade, transcrição incompleta e imperfeita, por limitações da fonte de audio, ou deste ouvinte que a copia.
Hoje é primeiro de maio e queria registrar na NOVAKLAXON o Canto dos Carregadores de piano de Recife. É do final da década de 30 do século passado. Foi recolhido e registrado em disco de acetato por um folclorista histórico: o escritor Mário de Andrade, que muito admiro e repito (e que foi corrigido por algum motivo antropológico ou antropofágico na própria NOVAKLAXON, mesmo sendo predra angular da Revista KLAXON dos modernistas da modernidade antiga. Ele e outros, com sua competência e independência, criaram as bases culturais para que ainda se auspire ou busque a liberdade de pensamento no Brasil, deixando alguma forma de documentação “do que faz do Brasil, Brasil”.
O importante é que hoje é Dia do Trabalhador, em grande parte do mundo. Quem trabalha é que tem razão, no entender de um malandro carioca “pedra 90” ou quilate poético aos poemas de M.A., Wilson Batista, que acrescentou: “Digo sem medo de errar. O bonde de São Januário, leva mais um operário. Sou eu que vou trabalhar”.
CANÇÃO DOS CARREGADORES DE PIANO DE RECIFE*
Foi batida no pau
Assim não foi
Foi duro p’a ti
Assim não foi
Foi lá nos pé do cachorro
Assim não foi
Foi lá nos “tadinho” dos dedo
Assim não foi
Foi corda queimada
Assim não foi
Foi chumbo derretido
Assim não foi
Tira de lado
Assim não foi
Tira de frente
Assim não foi
Tira de banda
Assim não foi
Foi duro p’a ti
Assim não foi
* Canção de trabalho dos carregadores de piano de Recife, 1938, resgistro de Mário de Andrade, transcrição incompleta e imperfeita, por limitações da fonte de audio, ou deste ouvinte que a copia.


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